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Eletricista apertando os bornes de um quadro de disjuntores

Instalação

Disjuntor, DR e cabo para wallbox: o que o manual pede

As proteções e a bitola certas para um carregador de 32 A, tiradas dos manuais dos fabricantes e das regras dos Bombeiros de São Paulo. Para levar ao eletricista.

Atualizado em · Por Equipe Recarga Barata · 5 min de leitura

  • Disjuntor curva C40 A
  • Cabo de cobre6 mm²
  • DR tipo A de 30 mA

Resposta rápida

Um wallbox de 7 kW (32 A) precisa de circuito exclusivo com disjuntor de 40 A curva C, DR bipolar tipo A de 30 mA, DPS e três cabos de cobre de 6 mm² (fase, neutro ou segunda fase, e terra). É o mínimo do manual da Intelbras para 7 kW. Em trajetos acima de uns 30 metros, a bitola sobe para 10 mm². O kit de proteção custa cerca de R$ 274.

Um carregador de carro é a carga mais exigente de uma casa: puxa a corrente máxima por horas seguidas, todos os dias. Um chuveiro puxa parecido, mas por dez minutos. Por isso o circuito do carregador não admite improviso: cada componente tem um porquê.

A tabela por tipo de carregador

Disjuntor, cabo e DR por tipo de carregador
CarregadorCorrenteDisjuntorCabo de cobreDR (30 mA)
Portátil na tomada de 20 Aaté 3,5 kW10 a 16 A20 A curva C2,5 mm²4 mm² em trajeto longo25 A tipo A
Wallbox ou portátil de 7 kW32 A40 A curva C6 mm²10 mm² acima de uns 30 m40 A tipo A
Wallbox de 11 kWtrifásico16 A por fasetripolar, definido no projetodefinido no projetotetrapolar tipo A ou B
Wallbox de 22 kWtrifásico32 A por fasetripolar, definido no projetodefinido no projetotetrapolar tipo A ou B

Linha de 7 kW: mínimos do manual do Intelbras EVE 0074H (três condutores de 6 mm², disjuntor curva C, IDR bipolar tipo A e DPS). Linha da tomada de 20 A: circuito padrão de tomada de uso específico. Instalações trifásicas pedem projeto.

O kit de proteção, peça por peça

Disjuntor bipolar 40 A curva C (WEG)

Disjuntor bipolar 40 A curva C (WEG)

4,9212 aval.+1000 vendidos

proteção do circuito exclusivo de um carregador de 32 A

A partir deR$ 35Mercado Livre, em 03/10/2026

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DR tipo A bipolar 40 A, 30 mA (Steck)

DR tipo A bipolar 40 A, 30 mA (Steck)

4,9422 aval.+1000 vendidos

protege contra choque também quando há fuga em corrente contínua pulsante

A partir deR$ 196Mercado Livre, em 03/10/2026

Ver no Mercado Livre
DPS classe II 275 V 20 kA (Clamper)

DPS classe II 275 V 20 kA (Clamper)

4,9413 aval.+5 mil vendidos

protege o carregador e o carro contra surtos da rede; um por fase

A partir deR$ 43Mercado Livre, em 03/10/2026

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Disjuntor: protege o cabo

O disjuntor desliga quando a corrente passa do que o cabo suporta. Para uma carga contínua de 32 A usa-se 40 A, para ele não trabalhar no limite nem desarmar por aquecimento. A curva C tolera o pico de partida sem desarmar à toa. Em ligação fase-fase (rede 127/220 V), o disjuntor é bipolar e desliga as duas fases juntas.

DR tipo A: protege as pessoas

O DR compara a corrente que vai com a que volta. Se faltar um pouco, é porque está escapando por algum lugar, talvez por alguém, e ele desliga em milésimos de segundo. O detalhe é o tipo:

  • Tipo AC: só detecta fuga em corrente alternada. É o DR que já existe na maioria das casas. Não serve para carregador de carro.
  • Tipo A: detecta alternada e contínua pulsante. É o mínimo pedido pelo manual da Intelbras e pela portaria dos Bombeiros de São Paulo.
  • Tipo F e tipo B: cobrem mais formas de fuga. O B detecta contínua lisa e é indicado quando o carregador não tem detecção de 6 mA em corrente contínua.

A sensibilidade é sempre de 30 mA. A corrente nominal do DR deve ser igual ou maior que a do disjuntor.

DPS: protege os equipamentos

O dispositivo de proteção contra surtos desvia para o terra os picos de tensão que chegam pela rede. Vai um por condutor vivo, no quadro que alimenta o carregador. Sem um bom aterramento, não funciona.

Cabo: três condutores, sem emendas

Fase, neutro (ou segunda fase) e terra, todos de cobre e da mesma bitola, em eletroduto. O manual da Intelbras recomenda cabo do tipo PP na chegada ao aparelho, para a vedação da entrada manter o grau de proteção, e terminais nas pontas.

Distância e queda de tensão

Quanto mais longo o cabo, mais tensão se perde nele em forma de calor. A NBR 5410 limita essa perda a 4% nos circuitos terminais. Para 32 A em 220 V:

Queda de tensão por distância para 32 A em 220 V
Distância do quadroCabo de 6 mm²Cabo de 10 mm²
10 m1,1%0,7%
20 m2,2%1,3%
30 m3,3%2,0%
40 m4,4%acima do limite2,6%
60 m6,5%acima do limite3,9%

Queda (%) = 2 × distância × corrente × 0,0225 ÷ (seção × tensão) × 100, com a resistividade do cobre a 70 °C. Conta simplificada para circuito de dois condutores carregados; o projeto considera também o modo de instalação e a temperatura.

Se a tensão na sua rede já chega baixa, a folga é menor. O Intelbras, por exemplo, acusa erro quando a tensão sai da faixa de 198 a 253 V.

Antes do circuito: a casa aguenta?

O circuito novo sai do quadro, mas a energia entra pelo padrão. Três conferências:

  1. Disjuntor geral. Some os 32 A do carregador ao que a casa já usa no pico. Se passar do disjuntor geral, ou você pede aumento de carga à distribuidora, ou limita a corrente do carregador, ou programa a recarga para a madrugada.
  2. Tensão. O wallbox de 7 kW quer 220 V: fase e neutro em rede 220/380 V, duas fases em rede 127/220 V.
  3. Aterramento. O carregador testa o terra antes de liberar energia. Sem ele, não inicia a recarga.

Em prédio, o que os Bombeiros de São Paulo exigem

A portaria de março de 2026 que atualizou a Instrução Técnica nº 41 vale para as edificações sujeitas a vistoria no estado de São Paulo e traz exigências claras:

  • circuito exclusivo para cada estação, com disjuntor e DR de 30 mA dos tipos A, F ou B;
  • DPS nos quadros que alimentam as estações;
  • ponto de desligamento manual a no máximo 5 metros do equipamento;
  • só recarga em modo 3 ou 4 (wallbox ou estação de corrente contínua) nas áreas internas;
  • responsável técnico pela instalação.

Para casas, a mesma portaria recomenda as medidas, sem obrigar. O roteiro completo para apartamento está em carregador em condomínio.

Perguntas frequentes

Qual disjuntor usar para carregador de carro elétrico?
Para wallbox ou portátil de 32 A (7 kW), disjuntor de 40 A curva C, bipolar quando a ligação é em duas fases. Para portátil de até 16 A (3,5 kW) em tomada de 20 A, disjuntor de 20 A. O disjuntor protege o cabo: ele nunca pode ser maior do que o cabo aguenta.
Qual bitola de fio usar para wallbox?
Cobre de 6 mm² para 32 A, nos três condutores, segundo o manual da Intelbras. Em circuitos longos, a bitola aumenta para limitar a queda de tensão: com 32 A em 220 V, o cabo de 6 mm² fica dentro dos 4% da norma até cerca de 35 metros.
Qual DR usar no carregador veicular?
Interruptor diferencial residual de 30 mA do tipo A, ou dos tipos F ou B. O tipo AC, o mais comum nas casas, não serve: ele não enxerga fuga em corrente contínua pulsante. Para 32 A, o DR é de 40 A; para circuito de 20 A, de 25 A.
DR tipo A ou tipo B: qual a diferença?
O tipo A detecta fuga em corrente alternada e em contínua pulsante. O tipo B detecta também contínua lisa, e custa bem mais. As normas de recarga aceitam tipo A quando o próprio carregador tem detecção de fuga de 6 mA em corrente contínua, como o Intelbras EVE 0074H. Se o carregador não tem, a proteção completa pede tipo B.
Quantos amperes tem um wallbox de 7 kW?
32 A. Com 220 V, 32 A dão 7 kW (os 7,4 kW da etiqueta consideram 230 V). O de 3,7 kW usa 16 A; o de 11 kW, 16 A em cada uma de três fases; o de 22 kW, 32 A em cada fase.
Posso ligar o wallbox no circuito do chuveiro?
Não. Os manuais e os Bombeiros de São Paulo exigem circuito exclusivo, com proteções próprias. Dividir o circuito com o chuveiro sobrecarrega o cabo e desarma o disjuntor na melhor das hipóteses.
Precisa de DPS?
Sim. O manual da Intelbras pede proteção contra surtos no quadro, e a portaria dos Bombeiros de São Paulo exige DPS nos quadros que alimentam as estações. O DPS protege o carregador e a eletrônica do carro contra surtos vindos da rede e de descargas atmosféricas.

Fontes

  1. Intelbras — Manual do usuário da EVE 0074H
  2. Intelbras — Datasheet da estação de recarga EVE 0074H (rev. 1.7)
  3. WEG — Estação de recarga para veículos elétricos WEMOB (página do produto)
  4. Corpo de Bombeiros de SP — Portaria CCB-003/970/2026, que atualiza a Instrução Técnica nº 41 (texto integral)
  5. ABNT NBR 5410 — Instalações elétricas de baixa tensão (limite de queda de tensão em circuitos terminais)
  6. ABNT NBR 17019:2022 — Instalações elétricas de baixa tensão: requisitos para alimentação de veículos elétricos
  7. Mercado Livre — páginas dos produtos citados (preço, nota e número de vendas lidos em 03/10/2026)
DR tipo A bipolar 40 A, 30 mA (Steck)a partir de R$ 196
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